quinta-feira, 9 de maio de 2013


MICROBIOLOGIA DOS ALIMENTOS – parte 1
Microorganismos deteriorantes e patógenos

Microbiologia de alimentos é a parte da microbiologia que trata dos processos em que os microrganismos influenciam nas características dos produtos de consumo alimentício humano ou animal. Esta de um modo geral relacionado a preservação dos alimentos pelo emprego de microrganismos; detecção e prevenção de intoxicações e infecções produzidas pela ação de microrganismos em alimentos e o controle da transmissão de doenças através dos mesmos.

Os microorganismos diferem entre si pelo formato físico e pelos meios de sobrevivência podendo ser subdivididos em:

Bactérias
É um dos grupos mais conhecidos e numerosos. Podem ser deteriorantes, quando causam alteraçãoes nas propriedades sensoriais (cor, cheiro, sabor, textura, viscosidade etc.) ou patogênicas, que são as que causam doenças. Um grande número de espécies de bactérias são conhecidas como patogênicas, entre estas destacam-se: Salmonella typhiBacillus cereusClostridium botulinumClostridium perfringensVibrio cholerae,Vibrio parahaemolyticus.

Fungos
São a grosso modo divididos em fungos filamentosos (bolores) e leveduras. Ocorrem em alimentos com baixo percentual de água e/ou elevada porção de lipídios como amêndoas e castanhas, por exemplo. Seu risco está na produção de micotoxinas por algumas espécies, que ao serem ingeridos acumulam-se no organismo causando uma série de transtornos, desde ataques ao fígado a alguns tipos de câncer.

Vírus
Em sua maior parte, o grupo de microrganismoas mais associados aos perigos biológicos são as bactérias e os fungos. Contudo, atualmente tem se dado maior destaque a vírus, como o caso da febre aftosa ou da gripe aviária.

Protozoários
Os protozoários vivem na água ou em qualquer ambiente que conserve um alto grau de umidade e também como parasitos nos humores de animais. Quase todos os protozoários são microscópicos, mas alguns -- muito poucos -- podem ser vistos a olho nu. Alguns exemplos: Entamoeba histolytica, Giardia lamblia, Cryptosporidium parvum, etc.

Os microorganismos sao classificados basicamente em benéficos ou fermentadores, deteriorantes e patogênicos.

Microrganismos como agentes deteriorantes
Alimento deteriorado é aquele danificado por agentes microbianos, químicos ou físicos, sendo as bactérias e fungos os agentes causadores mais importantes, podendo ainda ser causados pelas leveduras. Alguns exemplos: pseudomonas, saccharomyces, cândida, etc.
A deterioração se dá através de inúmeros processos, pela utilização por parte da microbiota, dos componentes do próprio alimento, entre os quais:
Fermentação de carboidratos;
Utilização aeróbia de carboidratos;
Decomposição de proteínas e outras substâncias nitrogenadas;
Decomposição de lipídeos;
Todas estas alterações podem levar a alterações de ordem sensorial (aspecto, cor, consistência, cheiro, sabor) que na maioria das vezes impedem a comercialização e o consumo do alimento.

Principais processos de deterioração de alimentos


Microrganismos como agentes patógenos transmitidos por alimentos
Os alimentos possuem uma composição bastante complexa, em sua maior parte águaproteínaslipídios e carboidratos, além de outros importantes como sais minerais, vitaminas (cofatores) e ácidos nucléicos.
Tal como o corpo humano, que consegue aproveitar significativa parte destes compostos, uma grande variedade de espécie de microrganismos também são capazes de fazê-lo. Assim, os alimentos se tornam locais ideais para a proliferação destes microrganismos, causando doenças conhecidas como DTA’s (doenças transmitidas por alimentos), ocasionadas pelo consumo de alimentos contaminados por perigos biológicos (bactérias, vírus, parasitos e fungos), podendo causar desde sintomas gastrointestinais, até quadros mais extensos como septicemias.
Estes microrganismos patogênicos ( Salmonella, E. coli, staphylococcus, bacillus cereus, clostridium botulinum, etc.) podem chegar ao alimento por varias vias, sempre refletindo condições precárias de higiene durante a produção, armazenamento, distribuição ou manuseio de alimentos destinados ao consumo humano. 



Confira em MICROBIOLOGIA DOS ALIMENTOS – parte 2, a continuação da matéria.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
- FRANCO, B. D. G. M.; LANDGRAF, M. Microbiologia dos Alimentos. São Paulo: Atheneu, 2006.
- FORSYTHE, S. J. Microbiologia da Segurança Alimentar. Porto Alegre: Artmed, 2002.
- MASSAGUER, P. R. de. Microbiologia dos Processos Alimentares. São Paulo: Varela, 2005.

sábado, 16 de março de 2013

MENOPAUSA E SUAS ALTERAÇÕES NA SAÚDE DA MULHER


Muitos dos problemas de saúde nas mulheres acima de 50 anos estão associados com o desequilíbrio hormonal, dentre eles, a menopausa que é caracterizada como o fim do período fértil na mulher tendo a diminuição na função dos ovários e, consequentemente, queda nos níveis de estrógeno e progesterona. Neste período, a mulher pode apresentar alguns sintomas, como: ondas de calor, indisposição, irritabilidade, depressão, ansiedade e alteração no humor.

O déficit de estrogênio também está relacionado ao maior risco de doenças cardiovasculares (DCV), osteoporose, bem como a obesidade central. Entretanto, o surgimento dessas doenças também pode estar associado a uma má alimentação e sedentarismo, resultado da mudança no estilo de vida.

Contudo, a maioria das mulheres na menopausa apresenta uma alteração na  composição corporal, em que ocorre uma diminuição da massa muscular, redução do metabolismo e maior acúmulo de gordura abdominal, favorecendo a alterações metabólicas, como o aumento nos níveis de LDL colesterol, colesterol total, triglicérides. Além disso, com os baixos níveis de estrogênios, a  captação e absorção de cálcio é prejudicada, aumentando o risco de osteoporose.

Para o alívio dos sintomas da menopausa, a reposição hormonal pode ser uma boa alternativa, devendo ser avaliada a condição, o histórico e os possíveis riscos para a saúde de cada mulher.

   Além disso, a terapia nutricional pode beneficiar as mulheres nesse período, incentivando uma alimentação saudável, com alto consumo de frutas, vegetais e alimentos integrais, pois as fibras auxiliam no equilíbrio do perfil lipídico. Também a ingestão controlada de gordura saturada e colesterol é benéfica, contribuindo para reduzir o risco de DCV. Deve-se estimular o consumo de alimentos ricos em cálcio, vitamina D, K e magnésio por oferecem proteção a saúde óssea.
      Dentre os alimentos, recomenda-se o consumo de soja, fonte de isoflavonas (fitoestrógenos com estruturas semelhantes aos hormônios estrogênicos), podendo trazer benefícios a saúde da mulher, amenizando os “fogachos” da menopausa. A semente de linhaça e o broto de alfafa também são fontes de isoflavonas.

Além dos cuidados com a alimentação, é muito importante a prática regular de exercício físico para o controle de peso, alívio nos sintomas da menopausa e preservação da massa óssea. O exercício físico resistido (com peso) está associado à menor perda óssea ao longo da vida e ao aumento da densidade óssea na pós-menopausa.

Os profissionais de saúde devem encorajar e ajudar as  mulheres a encarar essa fase com mais tranqüilidade, enxergando novas possibilidades. É importante que a mulher compreenda as mudanças que acontecerão, os sintomas característcos do período até encontre se o equilíbrio.

Referências:
Agencia Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) http://www.anvisa.gov.br/faqdinamica/index.asp?Secao=Usuario&usersecoes=36&userassunto=136

The north american menopause society (nams) - scientific news http://www.menopause.org/publications/other-resources

KRAUSE, M. ES, Alimentos Nutrição e Dietoterapia, 12ª edição, 2012.
Estudos Clínicos, Soja & Menopausa – Unicamp, 2008 http://www.estudosojamenopausa.com.br/

sábado, 16 de fevereiro de 2013

CUIDADOS NA ALIMENTAÇÃO INFANTIL!!!


Porque crianças não precisam de alimentos para crianças
(Kids don’t need kids’food)

Marion Nestle, uma das maiores pesquisadoras na área e nutrição e saúde pública dos estados unidos da América, explica, em entrevista a revista científica Childhood Obesity (Obesidade na infância), o motivo pelo qual as crianças não precisam dos alimentos produzidos e direcionados a ela.

Segundo Nestle, o marketing de alimentos cria produtos e peças publicitárias com o intuito de fazer com que a criança acredite que determinado alimento foi feito exclusivamente para ela. Além disso, leva as crianças a acreditar que elas sabem mais sobre o que deveriam comer do que seus próprios pais. Soma-se a isso a pressão dos colegas que é um fator crítico para as escolhas de alimentos na infância. As crianças e adolescentes tendem a escolher para comer aqueles produtos que são aceitos pelo grupo.

Os alimentos direcionados as crianças são, em geral, ultra processados, e contém teores excessivos de sal, açúcar e gorduras, resultando em produtos de alta palatabilidade e baixo valor nutricional. Além disso, aparecem vinculados a personagens e brindes, aumentando a atração e o desejo das crianças pelo produto.


 O que a pesquisadora recomenda é que exista um equilíbrio entre o consumo de alimentos ultraprocessados e alimentos frescos, tais como frutas e vegetais, leite e derivados. O que ocorre, no entanto, é que o preço dos alimentos frescos aumenta a cada ano enquanto o preço dos alimentos processados segue o caminho inverso, ou seja, tornam-se cada vez mais acessíveis.

Marion Nestle complementa “As crianças não precisam de alimentos direcionados a elas. Se os adultos estão tendo uma alimentação saudável, as crianças devem comer o mesmo que eles comem. Ensine as crianças a comer comida de verdade, e assim elas farão por toda a vida“.  

Por isso, estratégias capazes de tornar alimentos frescos mais acessíveis e mais atrativos parecem ser capazes de estimular o consumo. O acesso pode ser facilitado, por exemplo, com iniciativas governamentais para a redução do preço dos alimentos frescos e para o aumento da oferta desses alimentos na alimentação escolar.

Surgem iniciativas ao redor do mundo com o intuito de tornar esses alimentos mais atrativos vinculando alimentação saudável, infância e diversão. É o caso do desenho animado português Nutri Ventures que surge, em 2012, com o intuito de enfrentar a pandemia de obesidade infantil e chega, em 2013, ao Brasil. O objetivo é criar, através do entretenimento, um ambiente positivo em torno do tema alimentação saudável.


O desafio de tornar a alimentação das crianças mais saudável depende de pais, escolas, profissionais de saúde, governo e indústria de alimentos. Somente esforços conjuntos serão capazes de retomar a comida como afeto, sabor e prazer.

Blog Marion Nestle: www.foodpolitics.com


Site Nutri-Ventures: http://www.nutri-ventures.com/

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A OBESIDADE E SUAS COMPLICAÇÕES


      
        A obesidade caracteriza-se por uma desordem complexa e multifatorial, na qual o indivíduo possui uma ingestão calórica acima do gasto energético, por um longo período de tempo. Trata-se de uma desordem metabólica que gera complicações psicológicas, clínicas e sociais.
Faz-se importante também, diferenciar os termos sobrepeso e obesidade, que muitas vezes, são utilizados como sinônimos. O sobrepeso se caracteriza pelo aumento exclusivo de peso e a obesidade representa o aumento da adiposidade  corpórea. A obesidade é uma enfermidade crônica que se caracteriza pelo acúmulo excessivo de gordura a um nível tal que a saúde seja comprometida.
           O aumento da prevalência da obesidade decorre da mudança dos hábitos alimentares durante os últimos anos. Os padrões nutricionais se modificam ao longo do tempo e estão relacionados às questões sociais, econômicas e demográficas de cada sociedade.  O século XX ficou marcado por uma intensa transição nutricional, sobretudo relacionada ao estilo de vida urbano-industrial, caracterizado pela vida corrida com tempo para elaborar a própria alimentação. Esta é rica em gorduras, carboidratos refinados e sódio e pobre em fibras e micronutrientes essenciais.  
  
         
         A transição nutricional mencionada anteriormente está promovendo uma inversão no perfil alimentar da população dos países em desenvolvimento, como é o caso do Brasil: nos últimos 20 anos, a obesidade está superando a desnutrição. Porém, da mesma forma que desnutrição traz problemas, a obesidade vem acompanhada de uma série de doenças que prejudicam a qualidade de vida e constituem uma ameaça a ela. Dentre as principais comorbidades associadas à obesidade, destacam-se:

- Risco cardiovascular: a mortalidade associada à obesidade decorre de lesões no sistema vascular. Embora a obesidade seja um fator de risco independente para doença cardiovascular, é importante destacar que há uma forte relação entre obesidade e elevação da pressão arterial, juntamente com as dislipidemias e intolerância à glicose.

- Dislipidemias: há uma grande prevalência de hipertrigliceridemia e baixos níveis do bom colesterol, o HDL (lipoproteína de alta densidade) em pessoas obesas. Alterações no perfil metabólico de obesos se tornam mais evidentes em indivíduos com acúmulo elevado de gordura intra-abdominal, constituindo um aumento no risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Desta forma, o monitoramento das dislipidemias torna-se primordial.

- Diabetes: a massa corpórea é considerada um fator de risco para o desenvolvimento do diabetes. Segundo a Comissão Nacional do   Diabetes dos EUA, o risco de desenvolvimento da doença é duas vezes maior em obesos leves, 5 vezes maior em obesos moderados e de dez vezes maior em obesos mórbidos. A obesidade contribui significativamente para a incidência de intolerância à glicose.

- Resistência à insulina: a resistência à insulina ocorre na maioria dos pacientes que apresentam intolerância à glicose ou em indivíduos com diabetes tipo 2 e em cerca de 25% dos indivíduos não obesos com tolerância à glicose normal.

- Hipertensão arterial: um estudo realizado por Framingham  (1983), concluiu que em 70% dos casos de hipertensão em homens e em 61% nas mulheres puderam ser diretamente atribuídos à obesidade. Segundo o mesmo estudo, para cada quilograma de peso aumentado, a pressão sistólica eleva-se em média 1 mmHg.

- Síndrome metabólica: a síndrome metabólica, que inclui a resistência à insulina, intolerância à glicose, hiperinsulinemia, aumento da lipoproteína de muito baixa densidade, diminuição de lipoproteínas de alta densidade e hipertensão arterial constitui um importante papel no desenvolvimento de doenças cardiovasculares em obesos.       A obesidade central com acúmulo de gordura visceral abdominal e sua relação com a resistência periférica à insulina é o maior fator de risco para o surgimento do diabetes tipo 2 e outras comorbidades.

O índice de Massa Corporal (IMC) é o indicador epidemiológico para o diagnóstico do sobrepeso e da obesidade. Os pontos de corte para adultos são identificados com base na associação entre IMC e doenças crônicas ou mortalidade. Abaixo, a tabela adaptada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

                  
          Segundo o  Relatório Técnico 916 da OMS sobre Alimentação Saudável, Atividade física e Saúde há provas científicas de que as pessoas podem manter-se saudáveis e evitando  inúmeras doenças associadas à obesidade se tiverem uma alimentação saudável associada à prática regular de atividade física, sendo esta uma valiosa estratégia para melhorar a qualidade de vida da população.


REFERÊNCIAS

BANNA, I. M. C. Obesidade. Disponível em http://clinicaendocrino.site.med.br/index.asp?PageName=Obesidade.

CUPPARI, L. Guia de Nutrição: nutrição clínica no adulto. 2. ed. rev. e ampl. Barueri, SP: Manole, 2005.

GENTIL, P.C. Estratégia Global - Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde. Disponível em http://www.hub.unb.br/ensino/estrategiaglobal_200905.pdf. Acesso em 10 abr 201

SCHNEIDER, A. P. Nutrição Estética. São Paulo: Ed. Atheneu, 2009.

TARDIDO, A. P.; FALCÃO, M. C. O impacto da modernização na transição nutricional e obesidade. Rev Bras Nutr Clin [on line].  2006; 21(2):117-24. Acesso em 18 jun 2010.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

USO DE MEDICAÇÃO PARA PERDA DE PESO!!!






Victoza é o nome comercial do medicamento liraglutida, lançada no Brasil em 2010 e aprovado pela Anvisa como medicamento para controle de diabetes tipo 2, porém ele esta sendo utilizado por muitas pessoas na busca da perda de peso.
A liraglutida é semelhante ao hormônio glucagom (GLP-1) que é  produzido pelo intestino e estimula a secreção de insulina, inibe a liberação de glucagom de forma de glicose dependente e desta forma ajuda a controlar os níveis de glicose no sangue aumentando a quantidade de insulina liberada pelo pâncreas em resposta ao alimento.
Alguns estudos mostram que além do controle glicêmico nos paciente diabéticos tipo 2 tratados com liraglutida, eles também apresentaram perda de peso, redução da gordura corporal e diminuição da sensação de fome e consequentemente menor ingestão alimentar.
No Brasil é grande o uso off label deste medicamento ( uso para uma finalidade não incluída na bula do produto), principalmente por pessoas que buscam a perda de peso, e a Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) já se manifestou  alertando que não existe indicação para esta finalidade, e também não foram apresentados estudos que comprovem sua eficácia ou segurança para redução de peso e obesidade.
Portanto maiores estudos devem ser realizados verificando a segurança e eficácia deste medicamento antes de ser usado para perda de peso e controle da obesidade.


Referencias

Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA (Brasil). Anvisa esclarece questões sobre indicação e segurança do medicamento Victoza (Liraglutida). Informe SNVS/Anvisa/Nuvig/GFARM nº 07, de 06 de setembro de 2011.

Ampudia-Blasco FJ, Calvo GC, Cos Claramunt JX, Garcia AJ, Jodar GE, Mediavilha BJJ, Navarro J, et al. Liraglutida en el tratamiento de la diabetes tipo 2: recomendaciones para una mejor selección de los pacientes, desde una visión multidisciplinar. Av en Diabetol. 2010; 26: 226-234.

Astrup A, Stephan R, Luc VG, Aila R, Leo N, Mazin AH, et al. Effects of liraglutide in the treatment of obesity: a randomised, double-blind, placebo-controlled study. Lancet 2009; 374: 1606–1616.

Morgana Prá
Nutricionista – CRN10-2202
Consultora SANNUTRI
Especialista em Nutrição Clinica
Mestranda em Ciências da Saúde- UNISUL

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Propriedades e benefícios da Semente de chia


Propriedades e benefícios da Semente de chia


            A cada semana surgem novidades sobre alimentação saudável e seu efeito na saúde humana. A semente de Chia é o novo destaque, porém há indícios de que esta planta pertencente à família da Sálvia já era utilizada há centenas de anos. Mesmo sem saber exatamente quais as propriedades que a compunham, as sementes ovais e pequenas de coloração variada (preta, marrom escura, branca ou cinza), eram utilizadas como fonte de energia na alimentação de indígenas americanos, como um alimento de sobrevivência em situações de extremo frio e jejuns prolongados para os Maias e Astecas e utilizada na medicina na prevenção e tratamento de doenças, além de serem entregues como oferenda aos deuses em cerimônias religiosas.
Mas por que sendo tão poderosa essa semente foi deixada de lado? Com a colonização espanhola muitos costumes, assim como a chia foram banidos. Porém, com o passar dos anos e com a imensa busca por alimentos com benefícios a saúde, a Chia foi resgatada. Vários estudos comprovam seu benefício com relação ao controle do peso corporal, manutenção do colesterol, dos níveis de açúcar no sangue, e no combate aos processos inflamatórios das células.
Esses benefícios são devido a sua composição, que possui excelentes gorduras poliinsaturadas (ômega-3), grande quantidade de fibras, proteínas e alto conteúdo de antioxidantes.
O ômega-3 auxilia na redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos, reduz o estado inflamatório do organismo, e aumenta a defesa contra os radicais livres. Além disso, é o componente principal da membrana de neurônios e da retina, por isso tem efeito principalmente na concentração e aprendizado, depressão, Alzheimer, e na visão.
            Quando comparada a outras fontes ricas em ômega-3, tais como a linhaça, óleo de peixe e algas, a Chia se destaca por possuir maior quantidade deste nutriente, ser normalmente mais acessível e possuir maior aceitabilidade que os demais produtos.
A chia por si só contém grande quantidade de substâncias antioxidantes, sendo maior que as frutas vermelhas que também possuem esta capacidade. Sua composição de antioxidantes é fundamental para o controle da produção de radicais livres e para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, tais como: diabetes, doenças cardiovasculares, obesidade, câncer, entre outras.
Esta poderosa semente também contém boa concentração de vitaminas e minerais, que possuem funções fundamentais para o bom funcionamento do organismo. Tais como a Vitamina A, Tiamina (B1), Riboflavina (B2) e Niacina (B3) que influenciam no desenvolvimento e nas funções imunológicas, produção de energia e na função neural. Dentre os minerais, o Potássio, Cálcio, Ferro, Magnésio e Fósforo que colaboram com construção e manutenção dos ossos, músculos e neurônios; formação da hemoglobina e oxidação celular; atividades enzimáticas e metabolismo dos nutrientes.
As proteínas são formadas por aminoácidos, e tem como função a formação de hormônios, anticorpos, enzimas e componentes estruturais das células. A semente de Chia possui grande digestibilidade, que a torna uma excelente fonte vegetal de proteínas, com maior teor quando comparada a outros grãos como a quinoa, aveia, milho, amaranto, arroz, trigo e cevada.
Outro benefício da Chia é a presença de grande quantidade de fibras insolúveis e solúveis. Devido às suas funções, as fibras contribuem para uma flora intestinal saudável, tendo efeitos positivos na manutenção do sistema imunológico, ação anti-inflamatória, e regulação do intestino. Além disso, por formarem um gel e se manterem durante mais tempo no estômago, as fibras promovem a sensação de saciedade, ajudando no emagrecimento.

Uso da semente de Chia no dia a dia

A Chia pode ser encontrada como sementes, em farinha, flocos ou em óleo. Por não possuir glúten é super indicada para pessoas que possuem intolerância a esta proteína e pode ser utilizada na fabricação de pães, bolos, ou misturada com sucos, iogurte, arroz, saladas e frutas.
Mesmo com tantos benefícios antes de utilizá-la em grandes quantidades é importante consultar um Nutricionista, para que este profissional possa fornecer uma orientação adequada de sua utilização.

Referências
  • ADKINS, Y; KELLEY, D.S. Mechanisms underlying the cardioprotective effects of Omega-3 polunsaturade fatty acids, J Nutr Biochem; 21(9):781-92,2010.
  • BUENO, M et al. Análisis de la calidad de los frutos de Salvia hispanica L. (Lamiaceae) comercializados em La ciudad de Rosario (Santa Fe, Argentina). Bol Latinoam Carobe Plant Med Aromat 9(3): 221-227, 2010.
  • PASCHOAL, V; NAVES, A. Essenchia: Chia – Salvia hispânica. 

domingo, 30 de dezembro de 2012

ALIMENTOS ORGÂNICOS


ALIMENTOS ORGÂNICOS

Os produtos orgânicos, tanto de origem animal como vegetal, são mais saudáveis, têm mais sabor e podem estar bem perto de você. Ao consumir os orgânicos, você leva à mesa da sua casa produtos mais saborosos e com todas as vitaminas e minerais preservados.
Qualidade de vida - para os adeptos do movimento orgânico, um mundo cada vez mais automatizado e dependente da tecnologia não exclui a viabilidade de uma produção sustentável, que respeite o solo, o ar, as matrizes energéticas e principalmente o ser humano.
Promover qualidade de vida com proteção ao meio ambiente, respeitando as relações culturais e sociais. Este é o objetivo da produção orgânica vegetal e animal. Sua principal característica é não utilizar, em qualquer fase da produção, agrotóxicos, adubos químicos, drogas veterinárias, antibióticos ou transgênicos, nem qualquer outro tipo de produto que possa vir a causar algum dano a saúde dos consumidores.
Na agricultura, o sistema orgânico busca o equilíbrio do ecossistema para resultar em plantas mais resistentes a pragas e doenças. Tem como base o uso de estercos animais, rotação de culturas, adubação verde, compostagem e controle biológico de pragas e doenças. Para impedir a disseminação de doenças, outras culturas são utilizadas durante o cultivo ou alternadas com a produção. Plantas consideradas daninhas para muitas lavouras são usadas na agricultura orgânica por atraírem para si as
pragas e enriquecerem o solo, fortalecendo as plantações e evitando doenças. 
Com relação à produção de carnes e ovos, os animais são criados sem a aplicação de antibióticos, hormônios e anabolizantes. Pesquisas demonstram que estes produtos podem provocar doenças nos seres humanos, quando consumidos por muito tempo. Logo, as carnes e ovos orgânicos são muito mais saudáveis.
O Brasil já ocupa posição de destaque na produção mundial de orgânicos, em função de possuir diferentes tipos de solo e clima, uma biodiversidade incrível aliada a uma grande diversidade cultural.
Como saber se o produto que estou comprando é realmente orgânico?
Conforme a legislação brasileira, em vigor desde janeiro de 2011, o consumidor reconhece o produto orgânico através do selo brasileiro ou pela declaração de cadastro do produtor orgânico familiar. Todo produto orgânico vendido em lojas e mercados tem que apresentar o selo em seu rótulo. Já o agricultor familiar precisa vender seus produtos diretamente, para que o consumidor possa estabelecer uma relação de confiança com ele ao comprar seus produtos na feira. 


Prefira produtos orgânicos 



          Os alimentos orgânicos têm melhor valor nutricional porque são produzidos em solo mais equilibrado em nutrientes. Assim são mais ricos em minerais e fitoquímicos. Além disso, eles têm menor toxicidade, pois possuem menos resíduos de agrotóxicos e fertilizantes sintéticos, de hormônios e drogas veterinários usadas na produção animal ou aditivos químicos, vitaminas e minerais sintéticos e substâncias radioativas resultantes do processamento dos alimentos. Os métodos de higienização e processamento utilizados para os alimentos orgânicos buscam manter sua qualidade nutricional, seu sabor, odor e textura originais, além do aspecto natural do alimento. Por isso os orgânicos são mais saborosos.
Estudos mostram que os alimentos orgânicos são realmente mais ricos em substâncias antioxidantes, que previnem o envelhecimento e diminuem o risco de doenças cardiovasculares. Pesquisas que compararam o valor nutricional de alimentos orgânicos mostraram que a quantidade de minerais como magnésio e ferro eram maiores que em alimentos não orgânicos.

Por fim, os alimentos orgânicos duram mais, uma vez que a adubação sintética nitrogenada, proibida na Agricultura Orgânica, leva a um aumento no teor de água dos vegetais, tornando tais alimentos mais perecíveis.
A inserção dos produtos orgânicos nos cardápios de restaurantes tem sido uma forma de valorizar os pratos e marcar uma posição de responsabilidade dos estabelecimentos por estimularem o desenvolvimento sustentável.

Atualmente a SANNUTRI trabalha em parceria com a rede de Restaurantes Mirantes que há mais de 20 anos atende a população de Florianópolis com qualidade e bom gosto. Sempre aprimorando a sua missão e responsabilidade social, que assimilam propostas como a sustentabilidade do planeta e a promoção da saúde e longevidade de seus clientes através de uma alimentação saudável, atualmente a rede vem crescendo a sua própria produção de produtos orgânicos na Fazenda Graciosa, em Três Riachos, município de Biguaçu, para assegurar a qualidade dos produtos e agregar valores à sua nobre missão.


 

Referências


O cultivo sem o uso de agrotóxicos os torna mais saudáveis, mas não isentos de riscos  (17/06/2011) - Fernanda Aranda, Lívia Machado e Yara Achôa, iG São Paulo | 


http://www.portalorganico.com.br/sub/32/qualidade_do_alimento

terça-feira, 5 de junho de 2012

Nutrição Esportiva na Prática!!!


Atletas de elite e praticantes de atividade física necessitam de acompanhamento nutricional adequado. Melhor ainda é encontrar um profissional que tenha experiência teórica e prática para realizar essa tarefa.

Guilherme Cysne Rosa
Nutricionista - CRN10: 1199

Graduado em Nutrição pela UNIVALI.
Intercâmbio em Nutrição na Universidade de Valência - Espanha.
Pós Graduado em Nutrição Esportiva.
Pós Graduando em Nutrição Esportiva Funcional.
Mestre em Nutrição.

Nutricionista do AVAÍ Futebol Clube.
Campeão Catarinense de Futebol Profissional em 2009, 2010 e 2012.
Acompanhamento de Diversos Atletas Profissionais.

Proprietário da SANNUTRI Consultoria e Assessoria em Nutrição.
Diretor do Sindicato dos Nutricionistas do Estado de Santa Catarina.

Consultas e Avaliação Física:



A SANNUTRI auxilia na sua alimentação para redução da gordura corporal. Atendemos em 2 locais para sua maior comodidade, no Activ Treinamento Personalizado próximo ao Beira Mar Shopping e na Multimed Centro Médico em Campinas. Entre em contato e agende seu horário!


SANNUTRI CONSULTORIA E ASSESSORIA EM NUTRIÇÃO


Av Presidente Kennedy 698, s 345 – Campinas – São José – SC
Telefone de contato: (48) 3241-3560
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quarta-feira, 30 de maio de 2012

SERVIÇOS DE NUTRIÇÃO ESPORTIVA!!!

POSSUÍMOS TODA A ESTRUTURA NECESSÁRIA PARA ATENDIMENTO COMPLETO DE ATLETAS!!!

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